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domingo, 19 de setembro de 2010

Canavial

  

Meio dia, sol escaldante
queima as costas do homem
que mesmo em seu trabalho fatigante
não permite que seus olhos chorem


O facão corta firme a cana
e o calor do sol cada vez mais forte
a seus pés,o chao desmorona 
e ele ve, em sua frente, a Morte

Seu olhar desviou-se para o céu
tudo estava vermelho-fogo
lembrou-se dos olhos cor de mel 
e pediu a Deus que ouvisse seu rogo

-Cuidai de minha amada Ana
e minhas filhas Maria e Tereza
pois passei a vida a cortar cana
para por comida na mesa!

Uma unica lágrima desceu de seu olho
e em sua boca, sentiu o sal
foi desse jeito que ele morreu
no meio do canavial

domingo, 22 de agosto de 2010

Por amor




Fiz o que fiz porque devia ser feito. Eu era uma princesa. Não podia perder meu tempo com coisas fúteis como me apaixonar - Ou pelo menos assim deveria ter sido.
Quando eu me casasse com Vernono, a guerra que tirou a vida de centenas de pessoas (e dentre elas, meu amado), teria fim.
Mas eu não conseguiria fazer algo sabendo que este ato separaria, para sempre, duas pessoas que se amam...

Os soluços de minha irmã, Dianna, tornaram-se insurpotáveis, então me levantei do altar.
- Edwin, o que está fazendo? – Vernono me perguntou.
- O que deveria ter feito a muito tempo: recusando a me casar com você! - ouvi os ¨Ohs¨ de todos.
- Não se preocupe, pai – fui logo dizendo antes que ele resolvesse me contestar
- Dianna tomará meu lugar – Vi os rostos dos dois amantes se iluminarem.
- Impossível! – berrou o rei - A tradição diz que a filha mais nova não pode se casar enquanto a filha mais velha estiver solteira, e Dianna é a filha mais nova!
- Não é mais – Sentia as lagrimas se derramando sobre meu rosto. Precisava ser forte.
- Adeus papai, adeus Dianna. - disse isso e corri. Corri para depois voar para os braços de meu amado, no paraiso...