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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011




Marisa levantou, arrrumou a cama. ‘Mais um dia tedioso’, pensou revirando os olhos. Tomou café, se arrumou e, antes de sair, deu uma última olhada no espelho. Refletida naquele pedaço de vidro com bordas de madeira entalhada, havia uma criatura frágil, pálida, abandonada , de aparência sem graça fitando-a. Marisa se assustou. Aquele ser tristonho, que dava pena só de olhar era ela!
Uma lágrima fugiu de seu olhos e foi se aninhar em seus lábios pintados de vermelho. Outra gota se esgueiou por seus cílios. Ela secou rapidamente o rosto e desviou os olhos,  não podia borrar a maquiagem. Pos os sapatos e saiu de casa o mais rápido possivel aliviada por estar indo trabalhar e ter de sair daquele lugar horrível.

Já escurecia quando Marisa saiu do trabalho, pegou o ônibus que  a deixou a dois quarteirões de casa.
- Mais um dia igual aos outros - pensava enquanto andava – fico me perguntando que se eu morresse, será que alguém viria ao meu enterro?
Pegou a chave na bolsa mas parou no segundo degrau. Lá, em sua frente, havia uma animalzinho encolhido no canto do tapete.
Marisa sorriu. Aquele pobre filhotinho trôpego e desolado, de olhos amedrontados e pelo cor de cobre, a fazia lembrar de alguém. Alguém que, por sinal, ela conhecia muito bem!
Pegou aquele bebê malcuidado no colo e o levou para dentro de casa, daria um bom banho nele e amanhã o levaria ao veterinário.


O despertador tocou, Marisa levantou, arrumou a cama, tomou café e se arrumou. Antes de sair, se olhou no espelho. Lá, em sua frente, fitando-a, estava uma linda mulher. Seus cabelos ruivos estavam presos num coque e seu sorriso pintado de vermelho. Ela olhou para baixo. Aos seus pés, estava um lindo cachorrinho abanando o rabo.
-Incrivel como uma simples atitude muda toda a nossa vida, né Pepe?
-Au Au!
-Beijos meu amor.
Marisa pos os sapatos e saiu de casa sem vontade nenhuma. Queria ficar lá brincando com Pepe, como fazia aos fins de semana.






Essa minha crônica saiu no blog  Memoirs and Books, junto com Meu primeiro poema.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dama da Noite


Bela dama que vaga
pela escuridão da noite.
Deixe que seu manto branco cubra
a tristeza que, em seu coração
se consome
E que, a luz das estrelas afaste
a agonia que em sua face
se difunde
Filha da chuva, dama da noite
Rainha da mágoas,
Rainha das dores
O sol lhe afasta,
A lua lhe chama.
Andas pelo mundo com seu manto de luar
Seus olhos, cor das matas
Sua face, cor da lua,
seus cabelos, cor de prata.
Senhora de branco,
tu vagas pelos bosques a procura de seu amado
Eternamente...



Meu Deus! Agora até eu me assustei comigo mesma! Mas. para me justificar, eu me inspirei numa conversa que eu estava ouvindo  sobre um cara que via uma moça de branco à noite... Mas enfim. Tentarei fazer o meu próximo texto com um final feliz =D

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Apropriação textual - Desencanto




Eu faço versos como quem chora
E minha vida demora
a se desfazer dessa ilusão
                                         
Pois, nos meus versos de pranto
Vejo que desencanto
tem no meu coração

E meu sangue de amor ardente
Já fervido, já esfriado
Agora cai, gota a gota
Junto a um coração despedaçado

domingo, 19 de setembro de 2010

Canavial

  

Meio dia, sol escaldante
queima as costas do homem
que mesmo em seu trabalho fatigante
não permite que seus olhos chorem


O facão corta firme a cana
e o calor do sol cada vez mais forte
a seus pés,o chao desmorona 
e ele ve, em sua frente, a Morte

Seu olhar desviou-se para o céu
tudo estava vermelho-fogo
lembrou-se dos olhos cor de mel 
e pediu a Deus que ouvisse seu rogo

-Cuidai de minha amada Ana
e minhas filhas Maria e Tereza
pois passei a vida a cortar cana
para por comida na mesa!

Uma unica lágrima desceu de seu olho
e em sua boca, sentiu o sal
foi desse jeito que ele morreu
no meio do canavial

domingo, 22 de agosto de 2010

Por amor




Fiz o que fiz porque devia ser feito. Eu era uma princesa. Não podia perder meu tempo com coisas fúteis como me apaixonar - Ou pelo menos assim deveria ter sido.
Quando eu me casasse com Vernono, a guerra que tirou a vida de centenas de pessoas (e dentre elas, meu amado), teria fim.
Mas eu não conseguiria fazer algo sabendo que este ato separaria, para sempre, duas pessoas que se amam...

Os soluços de minha irmã, Dianna, tornaram-se insurpotáveis, então me levantei do altar.
- Edwin, o que está fazendo? – Vernono me perguntou.
- O que deveria ter feito a muito tempo: recusando a me casar com você! - ouvi os ¨Ohs¨ de todos.
- Não se preocupe, pai – fui logo dizendo antes que ele resolvesse me contestar
- Dianna tomará meu lugar – Vi os rostos dos dois amantes se iluminarem.
- Impossível! – berrou o rei - A tradição diz que a filha mais nova não pode se casar enquanto a filha mais velha estiver solteira, e Dianna é a filha mais nova!
- Não é mais – Sentia as lagrimas se derramando sobre meu rosto. Precisava ser forte.
- Adeus papai, adeus Dianna. - disse isso e corri. Corri para depois voar para os braços de meu amado, no paraiso...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Redação de português: Criação de uma personagem complexa. Parte final

-Matheus, posso entrar?
-Claro!- De repente senti uma imensa felicidade...
-E ai?-ela estava sorrindo. Que sorriso lindo!
- E ai?- respondi. “e ai? Como eu sou idiota! Podia ter arrumado algo
melhor para falar” pensei.
Ela começou a andar pelo quarto, parou em minha escrivaninha e pegou um
porta- retratos que estava lá.
-Quem é esse?
- Meu pai.
- Eu não o conheço!- ela me olhou com aqueles olhos hipnotizantes.
-Ele está viajando a trabalho. –Nunca tive tanta dificuldade de falar
uma simples frase.Também nunca tive tanta dificuldade em desviar o
olhar dos olhos de alguém.
-Ah!-de repente ela entristeceu- meus pais me ligaram hoje.
- Eu sei.
-Vou me mudar amanhã.Estou indo para casa agora para arrumar minhas coisas.
Gelei. Senti meu coração se quebrar em milhares de estilhaços. Meu
pulmão se esqueceu como se respirava, minha boca como se falava.
-...- Nada saiu.
-Vim apenas me despedir e agradecer pela festa da semana passada. Eu
sei que a idéia foi sua.
Senti o desespero me dominar. Aquilo não podia ser verdade!
-V..v...vo..você não pode ir- disse horrorizado.
-Matheus, por favor!
A agarrei pelo pulso
-Não vou deixar você ir!
-Por favor, não piore mais as cois...
-Eu te amo!
Dessa vez quem congelou foi ela.
-O...o... que?- foi o que disse. Sua voz estava fraca, quase inaudível.
-Estou perdidamente apaixonado por você!
Sua expressão era de ilegível. Ela olhou para baixo.
-Matheus, não..
-Por favor! Não vá!
-agora eu tenho que ir mais do que nunca!- vi seu olhos se enxerem de água.
-Vamos Isabel!- me aproximei mais dela e sequei sua face, das lagrimas
que estavam prestes a cair, com minhas mãos. A olhei fixamente- Eu sei
que você sente o mesmo por mim.
-PÁRA!-Gritou dando um passo para trás.
-Matheus e...e...eu....eu...
-Você o que?- cheguei mais perto novamente- Em? - um leve sorriso de
esperança brotou em meu rosto- Me diga?
-E....e......e..u- fechou os olhos, respirou fundo- Eu sou lésbica!-
disse séria e bruscamente.
Arregalei os olhos.
-C.....como?- eu devia estar sonhando
- Me desculpe- De repente ela começou a chorar desesperadamente – Não
queria causar toda essa confusão!
Não falou mais nada.Apenas virou de costas e foi embora. Para sempre.




FIM

Redação de português: Criação de uma personagem complexa. Parte 3

No domingo, estávamos eu, a Sô e a Isabel vendo filme (esse era o único dia que a Sofia não tinha aula de nada) quando o telefone tocou. Eram os pais da Isabel. Enquanto ela escutava o que os pais diziam, vi seus olhos se encherem de lágrimas que foram impedidas de sair.
- O que eles falaram?- perguntei
-Sô! Será que eu posso ficar aqui por mais alguns dias?Meus pais tiveram alguns... Problemas e vão ficar fora por mais um tempo...
-Claro amiga!
Isabel se levantou e se trancou no banheiro. Lá do quarto nós a ouvíamos soluçando.
Votei da balada de madrugada e me deparei com a Isabel sentada no sofá olhando para o nada.
-Isabel?Está tudo bem?
Ela olhou para mim,seus olhos azuis estavam vermelhos. Devia ter chorado a noite inteira.
- O que houve?
-Eles prometeram que estariam aqui amanhã para meu aniversário de 16 anos!Eles prometeram!- Disse cobrindo o rosto com as mãos.
Não sabia o que fazer, então a abracei.
-Não se preocupe- disse a ela – Tudo ficará bem.
- Tomara que esteja certo...

Eu queria fazer algo para animar aquela garota tão infeliz. E ninguém
melhor para fazer isso do que a Sofia.
Resolvemos fazer uma festa surpresa. Eu a levaria para algum lugar
enquanto a Sô chamaria algumas amigas e arrumaria a casa.
Assim foi feito. Levei-a a um parque de diversões ficamos lá até o anoitecer.
Quando voltamos para casa, tinha uma festa toda armada. Com poucos
convidados, mas era uma festa. Duas amigas da Sô dormiram lá.
No meio da noite acordei para ir ao banheiro, que fica próximo ao
quarto onde as meninas estavam dormindo.
Quando estava voltando para o meu quarto ouvi as ouvi cochichando. Me
aproximei mais da porta para saber do que se tratava.
- Sô! Você nunca me falou que seu irmão era tão gatinho! – Dizia a primeira voz.
-É mesmo!- dizia a segunda.
- Sei lá. Todo mundo me fala isso mas eu não vejo nada de mais
nele...- Essa sem sombra de duvidas era a Sofia.

-Ah! Ele é lindo sim!- voltava a dizer a primeira voz.
- Mas beleza não é tudo- Essa era a Isabel. Senti um friozinho na
barriga, a principio não entendi porque aquilo aconteceu.
-Como assim?- perguntou a primeira voz, ou seria a segunda?
-Ouvi dizer que ele é um galinha!- Aquilo me pegou de jeito- Desculpe Sô...
- Tudo bem, ele é mesmo!
- Como assim!? Minha própria irmã me
apunhalando pelas costas????
-Me contaram que ele já ficou com mais de vinte meninas numa mesma festa...
Não sei porquê, mas aquilo me constrangeu.Não que o que ela tinha dito
fosse mentira, mas eu me senti mal pelo jeito que ela me enxergava.
Fui deitar e fiquei pensando naquilo o resto da noite.

domingo, 15 de novembro de 2009

Redação de português: Criação de uma personagem complexa. Parte2

No sábado, eu acordei mais cedo, lá pelas nove da manhã. Na noite passada eu havia batido meu recorde. Tinha ficado com 21 garotas em uma festa.
Levantei, tomei banho, sentei na cama, liguei a TV.
-Matheus? Você já acordou?
Era a Isabel. Falei para entrar, ela empurrou a porta timidamente com uma mão, com a outra segurava um prato.
-Er... Eu estava fazendo um sanduíche para mim e pensei que você talvez quisesse. Quer dizer, você não tomou café e já está na hora do almoço...
-Obrigado – Eu disse aceitando o sanduíche.
- Posso ver TV com você?Sua mãe saiu e a sô também... - ela me olhou com aqueles olhos azuis hipnotizastes – Eu não tenho ninguém para conversar.
-Ué, tá!
Achei q ser simpático uma vez na vida não faria mal.
- Obrigada! Que filme você está vendo?
-Anjos da noite
-Verdade? Eu amo esse filme!
-Serio?- Perguntei espantado
-Claro!Adoro esses filmes de vampiros!
-Ok!Agora você me assustou.
-Por quê?
-Sei lá!Você não parece com as amigas da minha irmã.Elas geralmente gostam de Barbie e Crepúsculo!
Torci o nariz
- As aparências enganam – Disse ela com um leve sorriso nos lábios
Ficamos conversando o resto do dia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Redação de português: Criação de uma personagem complexa. Parte 1

Era o dia (noite para ser mais exato) da apresentação teatral da minha irmã mais nova, Sofia. Ela já estava trabalhando naquela peça desde julho e ficaria muito chateada se alguém não fosse vê-la.Já estava combinado q esse alguém não seria eu, já que eu tinha um programa muito mais importante.Naquela noite eu iria assistir toda a trilogia de “O Senhor Dos Anéis” sem interrupções, e aquela chuva só me fez ficar ainda mais decidido.
Mas aconteceu que, minha mãe, que iria ver a peça, não pôde ir porque uma paciente entrou em trabalho de parto então minha mãe teve que ficar lá para atende-la.Sobrou para mim.



Terminada a peça, entrei no carro seguido por Sofia e uma amiga.

-Mat! A Isa vai dormir lá em casa, viu?

-Não questionei,queria apenas chegar em casa e ver meu filme em paz.
-Sô,será que sua mãe não vai achar ruim?Eu chegar lá sem avisar...
Olhei pelo retrovisor. Isabel tinha os cabelos ruivos e ondulados q iam até a cintura, era um pouco gordinha e tinha um olhar... triste!
-Que nada! Ela vai achar ruim você ficar ai sozinha nessa chuva.
Isabel olhou pela janela pensativa.
-Onde estão seus pais?-perguntei
-Foram viajar e a deixaram sozinha em casa! -Ela que tem que fazer o próprio almoço, acredita?
-Quantos anos você tem? -perguntei.Para andar com a Minha irmã, ela não podia ter mais que 16 anos.
-15 -Ela respondeu.
-Não é um absurdo? -Disse Sofia indignada
-Nossa! Eu na sua idade não sabia nem preparar uma omelete direito!
-Matheus! Você tem vinte anos e ainda não sabe preparar uma omelete direito. -Gozou Sofia.
-Ah! Cala a boca, pirralha!
Chegamos em casa,minha mãe já estava lá.Ao saber da história da Isabel, ficou indignada e falou para ela ficar por lá até seus pais voltarem.
“Que ótimo, mãe”pensei “por que não abre uma creche de uma vez?”




Quase nada mudou nos cinco dias que se passaram.Eu continuava chegando da balada de madrugada e acordando só depois do meio-dia, a Sô continuava tendo aula de canto, dança, musica, um em cada dia da semana, então ela passava o dia fora. O que mudou foi que agora minha mãe, quando não estava no hospital trabalhando, tinha companhia. Acho que isso foi bom pra ela q estava se sentindo um pouco sozinha desde que a Bia e o Lucas foram morar na Inglaterra.
Mesmo quando minha mãe e a Sofia estavam fora, a Isabel sempre arranjava algo para fazer. Sozinha.