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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Apropriação textual - Desencanto
Eu faço versos como quem chora
E minha vida demora
a se desfazer dessa ilusão
Pois, nos meus versos de pranto
Vejo que desencanto
tem no meu coração
E meu sangue de amor ardente
Já fervido, já esfriado
Agora cai, gota a gota
Junto a um coração despedaçado
domingo, 19 de setembro de 2010
Canavial
Meio dia, sol escaldante
queima as costas do homem
que mesmo em seu trabalho fatigante
não permite que seus olhos chorem
queima as costas do homem
que mesmo em seu trabalho fatigante
não permite que seus olhos chorem
O facão corta firme a cana
e o calor do sol cada vez mais forte
a seus pés,o chao desmorona
e ele ve, em sua frente, a Morte
Seu olhar desviou-se para o céu
tudo estava vermelho-fogo
lembrou-se dos olhos cor de mel
e pediu a Deus que ouvisse seu rogo
-Cuidai de minha amada Ana
e minhas filhas Maria e Tereza
pois passei a vida a cortar cana
para por comida na mesa!
Uma unica lágrima desceu de seu olho
e em sua boca, sentiu o sal
foi desse jeito que ele morreu
no meio do canavial
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Meu primeiro poema

Oh! Criança dos cabelos de mel
Não chores pelo que já ocorreu
Se a vida lhe foi
deveras bondosa
não se lamente pelo que aconteceu
Pisa firme, segue em frente
sem nunca olhar para trás
Pois o que passou, passou
e o futuro,
é a gente que faz
Oh! Criança dos olhos de céu
não se preocupe se algo lhe ocorrer
Deus escreve em linhas tortas,
Mas Ele sabe muito bem
escrever
Se só te preocupares com o que se passou
esquecerás de como se viver
E isso, minha criança
É o maior erro
que podes cometer
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