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sábado, 3 de setembro de 2011

Queimada



Coração chora ao ouvir
a natureza se queimando,
o estalar das árvores,
como um grito de socorro.
Todo o verde se esvaindo
E a agonia dos animais.
Fogo maldito que passa
e a sua volta, tudo se desfaz

Anjo da morte, que queima, mata,
sufoca, arrasa.
Consome tudo que vê
sem dó nem piedade.
Chama de ódio,
intenso tormento.
Tu matas nossa mãe.
Mãe Natureza
que agora jaz
em cinzas e destruição.








segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dama da Noite


Bela dama que vaga
pela escuridão da noite.
Deixe que seu manto branco cubra
a tristeza que, em seu coração
se consome
E que, a luz das estrelas afaste
a agonia que em sua face
se difunde
Filha da chuva, dama da noite
Rainha da mágoas,
Rainha das dores
O sol lhe afasta,
A lua lhe chama.
Andas pelo mundo com seu manto de luar
Seus olhos, cor das matas
Sua face, cor da lua,
seus cabelos, cor de prata.
Senhora de branco,
tu vagas pelos bosques a procura de seu amado
Eternamente...



Meu Deus! Agora até eu me assustei comigo mesma! Mas. para me justificar, eu me inspirei numa conversa que eu estava ouvindo  sobre um cara que via uma moça de branco à noite... Mas enfim. Tentarei fazer o meu próximo texto com um final feliz =D

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Noites de chuva

A chuva vem caindo de mansinho
molhando a terra seca
que precisa se aguar,
ela vai do céu derramando
e devagarinho enxaguando
toda a sujeira que há por cá.
Ela bate no telhado,
e o vento leva as gotas.
E os raios, e trovões,
e os tremores que na terra dá
formando uma sinfonia,
sem instrumentos ou melodia,
mas que é, na verdade,
dos anjos o cantar...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Apropriação textual - Desencanto




Eu faço versos como quem chora
E minha vida demora
a se desfazer dessa ilusão
                                         
Pois, nos meus versos de pranto
Vejo que desencanto
tem no meu coração

E meu sangue de amor ardente
Já fervido, já esfriado
Agora cai, gota a gota
Junto a um coração despedaçado

domingo, 19 de setembro de 2010

Canavial

  

Meio dia, sol escaldante
queima as costas do homem
que mesmo em seu trabalho fatigante
não permite que seus olhos chorem


O facão corta firme a cana
e o calor do sol cada vez mais forte
a seus pés,o chao desmorona 
e ele ve, em sua frente, a Morte

Seu olhar desviou-se para o céu
tudo estava vermelho-fogo
lembrou-se dos olhos cor de mel 
e pediu a Deus que ouvisse seu rogo

-Cuidai de minha amada Ana
e minhas filhas Maria e Tereza
pois passei a vida a cortar cana
para por comida na mesa!

Uma unica lágrima desceu de seu olho
e em sua boca, sentiu o sal
foi desse jeito que ele morreu
no meio do canavial

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Meu primeiro poema






Oh! Criança dos cabelos de mel
Não chores pelo que já ocorreu
Se a vida lhe foi
deveras bondosa
não se lamente pelo que aconteceu

Pisa firme, segue em frente
sem nunca olhar para trás
Pois o que passou, passou
e o futuro,
é a gente que faz

Oh! Criança dos olhos de céu
não se preocupe se algo lhe ocorrer
Deus escreve em linhas tortas,
Mas Ele sabe muito bem
escrever

Se só te preocupares com o que se passou
esquecerás de como se viver
E isso, minha criança
É o maior erro
que podes cometer